Saio cedo, com o espírito atônito.
Pra receber
luz... somente luz!
Como
quem vem da alcova
Dar
seu ultimo grito
E
emitir as boas-novas
Galhardeando
resistência
Insensível
à carne trêmula
Que
os fartos anos me jazem.
Contra
quem travamos nossas batalhas?
Para
quê nós nos saímos vencedores? E daí?
Foi
inútil chegar em primeiro!
Derrotamos...
a quem? Quando?
Pouco
importa!
A
ideologia da vitória,
O
“sucesso” na vida esvaecem,
Os
nossos mitos, os nossos sonhos, a nossa ótica,
E um
grito de glória, rouco e distorcido,
Chamusca
agora um retrato de uma infância
Que resiste
a seu próprio fim.
E a
Natureza que então
Por
sede de justiça, ou por vontade própria;
Paira
em nós a chuva,
Que
encharcam as cinzas
Do
que um dia foi matéria-viva,
E
elemento-abstrato de outra época.
Umedece
o coração do ser
Que
um dia viveu em solo úmido
Tocando
os céus com as mãos
Mas
com os pés firmes no chão.
Sentindo
a luz maior que o Sol
A
imensidão de si maior que o mar
E
ver que a melhor forma de ver
É pensar
em “como ver”
como
ter (e deixar de ter)
mantendo
o caminho aberto
pra
conquistar as coisas que
em
dias de sol, em dias de chuva
não nos
prometemos mais.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Adicione aqui o seu comentário.